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Mais de 6.500 casos anuais de câncer na bexiga, cerca de 5% de todos os casos na Europa, incluindo em Portugal, podem ser atribuídos à exposição a químicos (trihalometanos) na água potável, alerta um estudo do Instituto de Saúde Pública de Barcelona (I...

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Substâncias químicas presentes na água da torneira associados a câncer da bexiga

Publicado por: Editor
16/01/2020 12:48 PM
Courtesy Pixabay
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Mais de 6.500 casos anuais de câncer na bexiga, cerca de 5% de todos os casos na Europa, incluindo em Portugal, podem ser atribuídos à exposição a químicos (trihalometanos) na água potável, alerta um estudo do Instituto de Saúde Pública de Barcelona (ISPB) divulgados nesta quarta-feira .

 

De acordo com os resultados, agora divulgado em comunicado, Portugal está entre os países em que a concentração de trihalometanos (THM) compostos tem picos que ultrapassam o máximo de 100 microgramas por litro permitidos na União Europeia (UE) e que estão também estipulados na legislação nacional.

 

Os dados compilados pelo estudo indicam, no entanto, que a concentração anual média de THM na água da torneira em Portugal é de 23,8 microgramas por litro.

 

Os trihalometanos (THM) formam-se no processo de desinfeção da água e são um conjunto de quatro compostos orgânicos: Clorofórmio (CHCl3), Bromodiclorometano (CHBrCl2), Dibromoclorometano (CHBr2Cl) e Bromofórmio (CHBr3).

 

O potencial câncerino dos THM já era conhecido, mas o estudo agora divulgado pretende estabelecer uma relação direta entre a exposição a esses compostos e casos de câncer da bexiga. “Investigações anteriores haviam estabelecido uma associação entre a exposição prolongada a THM – seja por ingestão, inalação ou absorção dérmica – e o aumento do risco de câncer da bexiga”, refere o comunicado do ISPB.

 

O ISPB analisou a presença de trihalometanos na água da torneira de 26 países da UE, à exceção da Bulgária e da Roménia. Em termos de percentagem, o ISPB lista como países com maior incidência de casos de câncer da bexiga atribuíveis a exposição a THM Chipre (23%), Malta (17%), Irlanda (17%), Espanha (11%) e a Grécia (10%).

 

Portugal regista uma incidência de 9,1%. No extremo oposto estão a Dinamarca (0%), a Holanda (0,1%), a Alemanha (0,2%) a Áustria (0,4%) e a Lituânia (0,4%).

 

Fonte: Planeta ZAP // Lusa

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