Impacto Devastador: Melanoma em Indivíduos de Pele Mais Escura

Publicado por: Editor Feed News
16/05/2024 09:49 PM
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Cortesia Editorial Freepik
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Avanços Recentes no Tratamento do Melanoma em Indivíduos de Pele Mais Escura

 

O melanoma, um tipo de câncer de pele que se origina nas células produtoras de pigmento conhecidas como melanócitos, representa uma ameaça significativa à saúde. Embora menos comum do que outros tipos de câncer de pele, é inegavelmente um dos mais graves.

 

Um estudo  recente da Mayo Clinic, publicado na última semana no Journal of Surgical Oncology, destaca que o melanoma é diagnosticado com menor frequência em pessoas de pele mais escura em comparação com aquelas de pele clara. No entanto, quando detectado, as consequências podem ser devastadoras.

 

O estudo, baseado em uma análise de 492.597 pacientes com melanoma, destaca a necessidade de uma vigilância mais atenta para detecção precoce, especialmente entre os homens negros. Muitas vezes, os cânceres em indivíduos negros são diagnosticados em estágios avançados, resultando em piores prognósticos em comparação com os pacientes brancos.

 

"A comparação entre pacientes negros não hispânicos e brancos revelou diferenças significativas na apresentação da doença", observa Tina Hieken, oncologista cirúrgica e autora principal do estudo.

 

A pesquisa revelou que os homens tendem a ser diagnosticados em idades mais avançadas e têm maior probabilidade de apresentar metástase linfonodal em comparação com as mulheres, o que resulta em taxas de sobrevida mais baixas.

 

"Há evidências de que as mulheres podem responder melhor a certas imunoterapias do que os homens", destaca o Dr. Hieken.

Os resultados indicam que homens negros diagnosticados com melanoma em estágio 3 têm apenas 42% de chance de sobrevivência em cinco anos, em comparação com 71% entre as mulheres negras.

 

Profissionais de saúde devem realizar exames minuciosos em áreas como palmas das mãos, solas dos pés e sob as unhas, onde o melanoma pode ser difícil de detectar em peles mais escuras.

 

Além disso, os pesquisadores enfatizam a importância de realizar estudos com uma amostragem mais diversificada, incluindo mais participantes negros em ensaios clínicos. Esses estudos são cruciais para obter novos insights e identificar tratamentos mais eficazes para os pacientes.

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