Consegue equilibrar-se num só pé durante dez segundos? É mais importante do que parece | TVMACEIO.com The Mobile Television Network

Estudo contou com a participação de quase 2 mil pessoas e decorreu ao longo de uma década. Perante os resultados obtidos, investigadores sugerem que este passe a integrar exames de rotina realizados a pessoas mais velhas.   Se tem dificuldade em equili...

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Consegue equilibrar-se num só pé durante dez segundos? É mais importante do que parece

Publicado por: Editor
23/06/2022 12:47 PM
Cortesia Editorial Pixabay/iStock
Cortesia Editorial Pixabay/iStock

Estudo contou com a participação de quase 2 mil pessoas e decorreu ao longo de uma década. Perante os resultados obtidos, investigadores sugerem que este passe a integrar exames de rotina realizados a pessoas mais velhas.

 

Se tem dificuldade em equilibrar-se numa perna – o mítico 4 -, saiba  que este pode ser um sinal de que algo sério pode estar a acontecer no seu corpo.

 

De fato, as pessoas de meia-idade e idosas que não conseguem equilibrar-se numa perna durante 10 segundos têm quase o dobro da probabilidade de morrer no período de dez anos, em comparação com as que conseguem, aponta uma nova investigação.

 

O quão bem uma pessoa pode equilibrar-se parece mesmo oferecer uma visão sobre o estado da sua saúde. Estudos anteriores, por exemplo, sugeriam que uma incapacidade de equilíbrio numa perna está ligada a um maior risco de AVC, havendo outros que apontam que o mau equilíbrio está associado ao declínio mental (e à demência).

 

Recentemente, um grupo internacional de investigadores do Reino Unido, EUA, Austrália, Finlândia e Brasil completou um estudo inédito de 12 anos em que examinaram a relação entre o equilíbrio e a mortalidade. Embora a investigação tivesse uma forte componente observacional e não fosse possível estabelecer a causa, os resultados foram impressionantes.

 

De acordo com as conclusões, a incapacidade de permanecer apoiado numa perna durante 10 segundos na fase do meio da vida ou mais tarde está ligada a uma quase duplicação do risco de morte por qualquer causa após dez anos.

 

Os resultados, publicados no British Journal of Sports Medicine, são de tal forma graves que os investigadores, liderados por Claudio Gil Araújo, investigador brasileiro na Clínica de Medicina do Exercício, sugerem que um teste de equilíbrio possa ser incluído nos controles de saúde das pessoas idosas.

 

Segundo o The Guardian, ao contrário da aptidão aeróbica, força muscular e flexibilidade, o equilíbrio tende a ser facilmente preservado até à sexta década de vida, marco a partir do qual começa a diminuir de forma relativamente rápida.

 

Contudo, a avaliação do equilíbrio normalmente não está incluída nos exames das pessoas mais velhas, possivelmente porque não existe um versão normalizada.

 

No período compreendido entre 2008 e 2020, um total de 1.702 pessoas entre 51 e 75 anos de idade e com marcha estável foram seguidas. Numa fase inicial, os participantes foram convidados a permanecer de pé numa perna durante 10 segundos sem qualquer apoio adicional.

 

Para padronizar o teste, foi-lhes pedido que colocassem a frente do seu pé livre na parte de trás da perna oposta, mantendo os braços ao seu lado e o olhar fixo em frente. Foram permitidas até três tentativas em qualquer um dos pés.

 

No balanço final, uma em cada cinco (21%) falhou o teste. Durante a década seguinte, 123 pessoas morreram de várias causas.

 

Depois de contabilizar a idade, sexo e condições subjacentes, a incapacidade de ficar de pé sem apoio numa perna durante 10 segundos foi associada a um risco elevado de 84% de morte por qualquer causa.

 

Os investigadores ressalvaram que o estudo tinha limitações, incluindo que os participantes eram todos brasileiros brancos, o que significa que os resultados podem não ser mais amplamente transpostos a outras etnias e nações.

 

No entanto, os investigadores concluíram que o teste de equilíbrio de 10 segundos “fornece um feedback rápido e objetivo ao paciente e aos profissionais de saúde relativamente ao equilíbrio estático” e “acrescenta informações úteis relativamente ao risco de mortalidade em homens e mulheres de meia-idade e mais velhos”.

 

Fonte: Planeta ZAP //

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